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Representatividade + dicas de influencers negros para você seguir

  • Catarse
  • 4 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

Sojourner Truth foi a única mulher negra a discursar, em 1851, Ohio, em uma convenção sobre os direitos das mulheres. Nessa época, mulheres brancas começavam a cultivar ideais feministas e se libertarem das amarras sexistas da sociedade. Entretanto, na enorme maioria das vezes, as mulheres negras foram esquecidas nessas convenções. Entretanto, a recém-liberta escrava Sojourner liderou a palestra (conhecida por ‘Não sou eu uma mulher? ’, que ela repete várias vezes) com um discurso simples, mas forte, que refutou com elegância e veemência todas as críticas masculinas, e até mesmo femininas, que foram disparadas. Essa força dela inspirou as mulheres a fazerem discursos mesmo na presença de homens, ao lutarem pelo que queriam. Isso, meus amigos, se chama representatividade.



Representatividade é basicamente você possuir uma representação de grupos minoritários em vários setores, como na política ou educação. Lembrando a vocês que grupos minoritários são assim chamados não porque estão em menor quantidade, mas sim porque são menos representados na sociedade como um todo. E é muito simples ver isso. Nesses anos todos, tivemos apenas uma presidente mulher no Brasil, sendo que a maior parte da população brasileira é feminina. E quanto a políticos negros, vocês lembram de algum concorrendo pela presidência, ou até mesmo para cargos como governador ou prefeito? E não é porque eles não querem, um dos problemas, além da falta de investimento na campanha de pessoas que representem a minoria, é o seguinte: se eu não vejo ninguém parecido comigo lá em cima então é porque não é o meu lugar. É exatamente essa a mensagem que a falta de representatividade trás.

Falta de princesas da Disney ou de super-heróis negros, por exemplo, com certeza afeta as crianças. Falo por mim, a Princesa Tiana foi surgir quando eu tinha quase 10 anos. Antes disso, a princesa que chegava mais perto de me representar era a Jasmine, mas só pelo motivo de que ela foi a primeira princesa não-branca da Disney. Eu não achava que podia ser princesa, como eu poderia se eu nunca havia visto uma similar a mim? Como eu saberia amar meu cabelo crespo se não tinha absolutamente nenhuma referência na época, seja em desenhos ou filmes. Até recentemente, os filmes sempre traziam negros de quatro maneiras: bandidos (moradores de favela, mal-encarados e afins), coadjuvantes (normalmente a amiga da patricinha ou alguma figura materna dela como a empregada doméstica), figura materna/paterna (empregada doméstica boazinha, algum senhor da vizinhança) sem contar a mulher negra, representada de maneira hiperssexualizada. A mensagem que entendíamos era que negro só era assim. Isso é extremamente negativo, pois os negros se sentem inferiores e incapazes de ir além, chegarem em uma posição mais elevada, assim como os brancos tem os estereótipos reforçados sobre a população negra.

Convido vocês a mudarem essa perspectiva. Como? Vamos começar a enaltecer o trabalho de pessoas negras (aquelas que realmente fazem um trabalho bom, de qualidade), vamos mostrar que ter o cabelo liso não é sinônimo de beleza, que você pode sim ser preto e se tornar um advogado, médico, enfim, o que você bem quiser. Vou colocar abaixo sugestões de perfis no Instagram de negros e negras incríveis que realmente vale a pena conhecer.


· Monalisa Nunes (médica)

· Rita Carreira (modelo plus size)

· Spartakus (youtuber)

· Raissa Santana (Miss Brasil 2016)

· Nátaly Neri (fala sobre beleza, veganismo e questões sociais)

· Bruno Jackson (modelo e dançarino)

· Amanda Mendes – To de Crespa (cuidados com o cabelo, modelo)

· Bruna Bandeira (ilustradora e dona do Imagine e Desenhe)

· Djamila Ribeiro (autora e socióloga)

· Maria Machado (maquiadora)

· Wanderlan Nascimento (cabelo)

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